sábado, novembro 29, 2014

Breve história da Internet e da criação de sites em Florianópolis


A Internet existe há muito mais tempo do que a maioria das pessoas imagina. Foi no auge da Guerra Fria, década de 1960, na área militar nos Estados Unidos que ela surgiu. O objetivo era claro: o Tio Sam temia que os ataques russos nas suas bases militares pudessem tornar públicas informações muito sigilosas. Por isso, a intenção era de descentralizar esses dados e criar uma rede distribuída de informações.

Neste intuito foi criada a ARPA (Advanced Research Projects Agency), naturalmente ligada ao Departamento de Defesa dos Estados Unidos. O governo provavelmente não fazia ideia de que para se proteger de um ataque que nunca ocorreu, ele deu início ao maior canal de comunicação e mídia do Século XX e XXI.

Somente na década de 1970 o uso da Internet começou a ser liberado para as universidades americanas, como a UCLA (Universidade da Califórnia), MIT (Instituto Tecnológico da Califórnia) e o Stanford (Stanford Research Institute). Nesta época, mesmo sendo incipiente, ela foi dividida em duas partes: MILNET para os militares e ARPANET para uso não militar.

Depois de muito uso acadêmico e militar, foi somente em 1992 que o cientista Tim Barners-Lee, do CERN (Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear) criou o termo WWW (World Wide Web), para fins financeiros e comerciais, tão conhecidos hoje em dia.

Com o acesso direto que temos hoje (2014), poucos param para perceber o tamanho do sucesso midiático e cultural, e as mudanças políticas e antropológicas que a Internet trouxe para todos nós.
No Brasil, entre 1987 e 1995, várias instituições de pesquisa brasileiras já estavam conectando suas redes com as instituições dos Estados Unidos e se interligando entre si pela RNP (Rede Nacional de Pesquisa).

Em Santa Catarina, a primeira instituição a ter a Internet como realidade foi a UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), em Florianópolis.

Foi neste turbilhão de novidades dentro da UFSC que vários dos profissionais que trabalharam com a criação dos primeiros sites em Florianópolis e Santa Catarina vieram. Dentre eles estão eu, Vicenzo Berti, e meu sócio, Ricardo Ribeiro Assink.

Embora trabalhe com Internet e Design, minha formação é em Arquitetura e Urbanismo. Sendo estudante do CTC (Centro Tecnológico) da UFSC, lembro bem do meu primeiro contato com a Internet no antigo laboratório de computação do terceiro andar do prédio da Engenharia Elétrica. Era tão e simplesmente uma tela preta com o cursor verde, onde líamos os emails em um software do antigo DOS (Disk Operating System) chamado Telnet. Enviar e receber um email era um evento. Era como receber uma carta, só que de forma instantânea. Uau! Sim, muitas vezes me sentia como um matuto que tinha visto pela primeira vez um aparelho de televisão. Posso dizer sem dúvida alguma que fui um dos primeiros a ter e usar uma conta de email em Florianópolis.

Fazer e divulgar sites naquela época era até mais tranquilo do que hoje, afinal eram poucos profissionais, poucos nevegadores, um nicho de mercado gigantesco a ser explorado e só um dispositivo - o computador. Hoje, com televisores de 50 polegadas, monitores, telas de notebooks e netbooks, tablets e smartphones dos mais variados tamanhos, além da quantidade grande de navegadores e sistemas operacionais, o desafio é muito maior.

Diferente da realidade da década de 1990, quando muitas vezes lançávamos o primeiro site do estado em um determinado nicho de mercado, divulgar um site atualmente para que ele seja percebido pelo seu públicio em potencial é realmente mais difícil e requer investimento da parte do cliente. Não há como não recorrer a estratégias de marketing digital, seja em links patrocinados no Google Adwords, ou em campanhas de gestão de conteúdo e de anúncios no Facebook, entre outras. Em 1998, apenas cadastrávamos o site do cliente no Cadê (Deus o tenha!) e voilá! O site do cliente estava acessível para todos que procurassem pelo que ele oferecia.

Sobre a venda do serviço, a realidade era bem pior do que hoje. Embora a concorrência fosse muito menor, pois havia poucos profissionais trabalhando com isso, muitas vezes era necessário explicar para o cliente o que era a Internet e principalmente do que se tratava um site. Atualmente a Internet está na realidade da TV, que comenta a cada telejornal pelo menos um site para ser acessado para mais informações. Obrigado, TV!

No início, era comum a figura do “exército de um homem só”. O profissional, além de designer, era também desenvolvedor web e programador. Com o tempo, o mercado tratou de diferenciar as especializações e funções, separando as qualificações de cada área. Desta forma, o designer produz o projeto gráfico do site e o programador desenvolve ou apenas instala os códigos e sistemas no site. Outros profissionais felizmente também foram atraídos para o desenvolvimento da web, como publicitários, jornalistas, relações públicas e outros. Esta interdisciplinaridade trouxe para a Internet uma qualidade muito além do que era pensada na década de 1990.

E eis que vieram os dispositivos móveis, smartphones e tablets, que revolucionaram o desenvolvimento web. Hoje trabalhamos com sites responsivos que podem ser visualizados nesta miríade de opções de telas e dispositivos. O desafio aumentou, mas as possibilidades também aumentaram, seja para o desenvolvimento de soluções para os clientes, ou para projetos internos.
A realidade do mercado também mudou muito desde a década de 1990, quando praticamente todos aprederam a fazer sites e sistemas. Não havia formação específica na área, e as cadeiras nas universidades sobre o tema eram escassas, isso quando existiam. Hoje a qualificação e aprimoramento dos profissionais são vitais e é imprescindível para destacar o trabalho frente à grande quantidade de empresas e principalmente profissionais autônomos prestando este serviço.

Quanto ao contexto atual da cidade, Florianópolis está se transformando em pólo de tecnologia, com inúmeras empresas da área trabalhando para projetos, inclusive para outros países. Ou seja, temos um amplo mercado pela frente! Hoje, o setor de tecnologia, que também envolve o desenvolvimento de sites e sistemas web, é o maior pagador de impostos de Florianópolis, superando inclusive a indústria do turismo.

Vida longa e próspera para a Internet!
Caso esteja em busca de gente boa e qualificada para criar seu site ou sistema, fale com a nossa equipe e venha tomar um café conosco.


Vicenzo Berti - EquipeDigital.comVicenzo Berti é sócio da EquipeDigital.com e trabalha com internet desde o milênio passado. Já trabalhou com vários projetos digitais no Brasil, em Portugal, Canadá, outros estados brasileiros e principalmente em Florianópolis/SC, onde reside.

sexta-feira, novembro 21, 2014

Evolução da fotografia na história

Evolução dos equipamentos e posições do fotógrafo na história (130 anos).

Penso nesta ilustração há anos. Finalmente está na mão.

#fotografia #photography #historia #history #analagico #digital

sábado, setembro 27, 2014

O que deveríamos aprender com as antigas máquinas de escrever

Assistindo o horário político obrigatório na TV e vendo políticos de conveniência que trocam de partido a toda hora, deparei-me com um pensamento que me intrigou – no que exatamente o Século XX foi tão diferente do nosso atual Século XXI?

É importante salientar que não acho o Século XX melhor, mas trago aqui uma reflexão para que você pense comigo no que realmente mudamos nas últimas décadas.

Quando penso na diferença entre datilografar numa máquina de escrever e digitar num computador, penso na grande diferença entre escrever de forma definitiva com cada letra sendo carimbada numa folha de papel e digitar textos inteiros para salvar, imprimir e editar quando quiser. Sem falar nas possibilidades de enviar para quem quiser e principalmente apagar um erro e refazer o que for necessário.

No Século XX, caso datilografássemos algo errado ao final de um texto, muito provavelmente usaríamos alguma forma entre as existentes para disfarçar o erro, pois datilografar tudo novamente sempre era uma tarefa muito trabalhosa. Hoje não precisamos mais disso e podemos alterar um texto da forma como for necessário, tornando-o cada vez melhor ou mais adequado à situação. Assim como os textos que datilografávamos no Século XX, nossas ideologias e posturas eram mais definitivas. Hoje, assim como nos textos digitais no computador, smartphones e tablets, nós mudamos de ideia tão rapidamente como editamos novos textos, seja por convicção, conveniência ou qualquer benefício.

A máquina de escrever é só um exemplo disso. Mas quase tudo tinha que ser feito de forma definitiva, pois não havia a grandiosa possibilidade digital de edição. Não tínhamos rascunhos e muito provavelmente levávamos este espírito para a vida pessoal e profissional. No início do Século XX, um fotógrafo que ia captar uma bela cena de uma família só tinha poucas lâminas de chapas de vidro para fotografar. Aquilo era mágico e único, para o fotógrafo e principalmente para quem era fotografado. Era um evento. Hoje, com a fotografia digital em maquinas fotográficas, celulares, tablets e outros dispositivos, captam-se tantos instantâneos que podem ser compartilhados com milhões de pessoas que o ato em si virou banal. Hoje, a cada dois minutos são captadas mais fotografias do que todas as imagens captadas no Século XIX, quando o método moderno de fotografia foi criado.

Outro exemplo vem da área do design e arquitetura, onde todos os projetos eram feitos sobre uma folha imaculada de papel vegetal com desenhos em nanquim. Qualquer grande erro forçava o desenhista a refazer todo o desenho. As ações eram mais calculadas para que os erros fossem minimizados. Assim como no desenho técnico, hoje de certa forma parecemos não planejar tanto nossas ações. É como se tivéssemos a nossa mercê a possibilidade de corrigir o problema como uma edição digital, mas estou me referindo a vida real. O digital está nos forçando a executar nossos atos sem planejamento prévio, expor nossas opiniões sem antes pensar nas consequências que podem reverberar em nós mesmos, nos que nos cercam e até mesmo em pessoas que nem conhecemos. Temos vários exemplos de pessoas que, por achar que a Internet é uma terra sem lei, dão opiniões ou provocam ações compartilhando-as nas redes sociais sem analisar suas consequências.

E se precisássemos ter convicções mais firmes, sem rascunho ou edição, assim como no Século XX e os séculos anteriores?

Claro que é ótimo que possamos mudar de ideia frente a um argumento diferente, uma forma de pensar, outro credo e uma escolha sexual, mas no Século XX a nossa civilização ainda era muito ligada a posicionamentos mais firmes, o que trazia também um caráter mais fixo e pouco volátil. É indiscutível que hoje temos mais liberdade de expressão, pelo menos nos países desenvolvidos e em desenvolvimento que não fazem parte de ditaduras e regimes totalitários, ditos democráticos.  Mas será que não precisamos aprender um pouco com o velho é famigerado Século XX, que nos deu tantas guerras, catástrofes e genocídios?

Já estamos na segunda década do século. Que tal fazer esta experiência de ter que planejar muito bem um texto e digitá-lo em uma máquina de escrever?

A banalização de nossos posicionamentos e a possibilidade de que possamos alterá-los rapidamente acaba por nos tornar mais suscetíveis a líderes forjados para nos manipular, seja nos ambientes de trabalho, nas famílias e principalmente na política.

Em certa forma e em alguns aspectos, temos muito a aprender com os séculos que deixamos para trás. 

quarta-feira, julho 30, 2014

7 erros frequentes a serem evitados em currículos


Há pelo menos 20 anos tenho feito seleção de estagiários e profissionais para as áreas de administração, tecnologia, design e comunicação. Neste tempo todo o que mais vi não foram currículos elaborados para a vaga em aberto, mas sim compêndios de conhecimentos e realizações, além de observações que nada tem a ver com a vaga.

Em todas as seleções que participei as vagas foram preenchidas com candidatos aptos e excelentes (um abraço e obrigado a todos), mas na grande maioria dos casos os currículos não eram nem mesmo adequados para a vaga.

Veja abaixo alguns erros típicos que você pode evitar na hora de planejar, redigir e diagramar seu currículo, seja para o envio para vagas em aberto ou para bancos de talentos. 

1 – Nem sempre o mais simples é o melhor
Sim, você tem que ser o mais objetivo e sucinto possível, apresentando o menor e mais eficiente currículo que possa. Mas isso não quer dizer que você deve apresentar uma simples folha de papel redigida em Times New Roman corpo 12 em fundo branco.]

Invista na diagramação de seu currículo. Mesmo para áreas e cargos mais exigentes e sérios existem vários formatos com uma apresentação ímpar e com tópicos bem apresentados.
Se você é da área de design e comunicação, busque diagramar seu currículo com fundos diferenciados e tópicos com ícones para ressaltar como você é criativo mesmo em seu currículo. Se for de uma área mais séria, que exige um formato mais sóbrio, invista na contratação de um profissional ou amigo da área de criação para que seu currículo possa se destacar dos outros candidatos.

Claro que o que importa é o conteúdo do seu currículo. De nada adianta ter pouca ou quase nenhuma experiência e ter o currículo bonitão. Mas se o seu currículo tiver conteúdo e boa apresentação, for criativo mesmo que para uma área mais sóbria, pode ser um bom critério de desempate para o selecionador chamá-lo para uma entrevista. 

2 – Não aparente viver no Século XX
Invista na maior quantidade de canais de comunicação possível. Na era da Internet, soa estranho um designer, publicitário e outros profissionais da área de criação não terem um portfólio digital, assim como qualquer outro profissional ou estudante em busca de oportunidades no mercado de trabalho não ter seu currículo online.

Seja no LinkedIn ou em outro site ou rede social, você deve mostrar seu perfil e trabalho ao mundo. De quebra, no LinkedIn, o selecionador pode acessar as recomendações de seus antigos chefes e colegas de trabalho.

Quando for solicitado o envio de portfólio, envie o link de seus trabalhos.
Para o currículo, “pelamordedeus”, nunca envie um “.doc” do Microsoft Word. Sempre dê preferência pelo envio de PDFs ou também por currículos online (LinkedIn e outros).
Dê a impressão de ser uma pessoa conectada e entrosada com os novos (nem tão novos assim) meios de comunicação. 

3 – Não apresente experiências que não tem relação com a vaga
Omita experiências que sejam muito fora da área da vaga. Faça o seu currículo o mais focado na vaga possível.

Se a vaga for para analista de marketing, não adianta mostrar que há três anos você foi um garçom e atendeu como recepcionista de um hotel. Claro que estas experiências colaboram para seu entendimento do mundo e até podem vir a colaborar para seu trabalho na futura vaga, mas muitos selecionadores podem ver isso com maus olhos, achando que você demorou muito para entrar no mercado de trabalho para a área de trabalho em questão.  

Sempre que possível, pense no perfil do selecionador, da empresa e, sobretudo, da empresa que você está interessado em trabalhar. Na redação de seu currículo você perceberá que tudo muda quando temos em mente quem fará a leitura de seu currículo.
Lembre-se, o que não importa, não interessa no currículo. 

4 – Se for bonita(o), deixe para impressionar na entrevista
A menos que tenha sido solicitado, não coloque em seu currículo algo que não foi solicitado, como foto, seu CPF, RG, CNH e outros dados.

No caso da inserção de sua foto, quase sempre pode parecer que você quer impressionar pela aparência e não pelo que você sabe ou é capaz. Em alguns casos é imprescindível uma boa imagem, mas deixe para impressionar na entrevista.

Tenha um foco sempre no que a empresa terá de retorno com sua entrada na equipe. Você contrataria alguém pela aparência física em detrimento dos conhecimentos exigidos (não vale vaga de modelo)?
A menos que você tenha pressa e prazo para o envio do currículo, redija-o e mostre a outras pessoas de confiança. Uma boa tática é salvá-lo e ler no outro dia para ter outra percepção do que você escreveu. 

5 – Nunca minta sobre idade, nível e itens de seu conhecimento
Não vale a pena passar pela péssima experiência de pagar mico dizendo que sabe falar inglês e na hora o entrevistador descobrir que você nem sabe o elementar.

Fale mais sobre suas qualidades, experiências e nos resultados alcançados por você nas últimas atividades profissionais do que em algo que você ainda não pode dizer que entende.

Lembre-se: se você é bom naquilo que a empresa procura, o que importa é se você é uma boa pessoa que vai agregar valor e dar retorno à equipe a qual quer trabalhar. 

6 – Não aparente estar louco pela vaga
Comentários em seu currículo ou mensagem de email que denotem que você está desempregado ou loucamente disponível podem denegrir todo conhecimento que você tenha, mesmo que seja focado na vaga.

O que o recrutador entenderá de algumas frases típicas dos currículos: 

O que você pensou em dizer: Tenho disponibilidade imediata
O que o recrutador entenderá: Estou desempregado, desesperado ou estou louco para sair do atual emprego.
O que você deve dizer ou escrever: Dependendo dos planos da empresa para início dos trabalhos, estarei disponível mesmo reavaliando outros compromissos.  

O que você pensou em dizer: Gostaria muito de trabalhar nesta empresa.
O que o recrutador entenderá: Por favor, me selecione o mais rápido possível.
O que você deve dizer ou escrever: Avaliei bastante os valores e objetivos da empresa e acredito que poderia agregar valor nesta equipe e obter excelentes retornos à empresa.

7 – Não tente impressionar
Nunca, definitivamente nunca, aparente mostrar que você deu uma de espião e sabe tudo sobre a empresa e muito menos os nomes e cargos dos membros da equipe. Isso pode demonstrar que você está interessado até demais na vaga.

Faça sua avaliação da empresa, mas não utilize isso para tentar mostrar que você é melhor para a vaga. Utilize a pesquisa sobre a empresa para formular de forma mais focada o seu currículo.

Em geral, mostre o que você tem de melhor desde que seja interessante para a empresa, para o recrutador e para você mesmo. Antes de pensar no que escrever, pense se você contrataria a si mesmo para a vaga em questão. 

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Vicenzo Berti é sócio da EquipeDigital.com em Florianópolis/SC e trabalha com internet desde o milênio passado. Já trabalhou com vários projetos digitais no Brasil e no exterior. 



quinta-feira, maio 01, 2014

A história da Capelinha do Menino Jesus de Praga de Araranguá, Santa Catarina

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Imagem captada em junho de 2013 da capela
Entre todos os familiares, meu pai, falecido em 2001, sempre foi um dos mais fiéis e participava muito das missas na Igreja Matriz de Araranguá, cidade onde morou praticamente toda sua vida. Conhecido como Dadinho, Everaldo Apolônio Remor Berti foi o criador da Capelinha do Menino Jesus de Praga.  Neste texto, faço questão de registrar esta história, pois tenho percebido nos últimos anos que, sobretudo por não haver publicação recente sobre o assunto, muito se tem conjecturado e inventado a este respeito.

No início da década de 1970, meus pais residiram em Curitiba, Paraná. Num certo dia adentraram em uma gruta presente na frente da Igreja de Bom Jesus, muito conhecida na cidade. Era uma gruta em homenagem ao Menino Jesus de Praga. Naquele dia fizeram uma promessa que viriam a cumprir ao retornar para Araranguá.


Já em 1975, construíram com recursos próprios um pequeno oratório, ou gruta, virado para oeste as margens da antiga estrada de chão que ligava Araranguá à localidade de Morro dos Conventos. Na pequena gruta cabia apenas a pequena estátua do Cristo menino. Com o tempo, percebeu-se a devoção da comunidade à figura do Menino Jesus, surgindo assim a necessidade de buscar melhorias para o santuário, já bastante procurado. 

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Imagem do Menino Jesus de Praga
Nenhum resquício da antiga e pequena gruta pode hoje ser percebido atrás da atual capela voltada para o leste, construída também por Dadinho em maio de 1980, com doações da comunidade e terreno doado por José Gennaro Salvador e Ana Ros Salvador, seus sogros.  Logo depois da construção da capela, Dadinho liderou uma campanha para a aquisição de bancos, altar, pintura, vidros e o muro do terreno. Em muito pouco tempo o Santuário do Menino Jesus de Praga ficou conhecido no Vale do Araranguá, em outras cidades e estados.

Hoje o Santuário do Menino Jesus é palco de muita devoção, comprovada na romaria que ocorre na Semana Santa com a participação de mais de 10 mil pessoas (dados de 2014), pelas inúmeras placas de graças alcançadas com relatos inclusive de pessoas de outros países. É inegável a presença da capelinha na vida religiosa cristã no Vale do Araranguá.

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Milhares de placas, cartas e fotografias são afixadas no local em agradecimento por graças alcançadas.

Hoje a capela é mantida pelos atuais proprietários do terreno onde está situada e do caldo de cana que é vizinho ao santuário. 



Sobre a história do culto ao Menino Jesus em Praga, na República Checa

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Estátua venerada em Praga

O Menino Jesus de Praga é famosa estátua de Jesus menino venerada na Igreja de Nossa Senhora Vitoriosa, em Praga, República Checa.

Acredita-se que a imagem tenha sido esculpida no século XVI na Espanha, em um mosteiro entre Córdoba e Sevilha, como uma cópia de outra estátua do local. Ali foi adquirida por Doña Isabela Manrique de Lara y Mendoza, que a deu como presente de casamento à sua filha Maria Manrique de Lara, quando esta desposou o nobre checo Vojtech de Pernstejn. Mais tarde a imagem foi transmitida à geração seguinte também como dote de casamento, quando sua filha Polyxena casou-se em primeiras núpcias com Vilem de Rozumberk. Permaneceu na posse de Polyxena até sua morte, quando foi doada aos Carmelitas Descalços de Praga, sendo instalada no oratório do seu mosteiro, onde recebia homenagens especiais duas vezes ao dia.

Com a eclosão da Guerra dos Trinta Anos as devoções foram suspensas, e em 15 de novembro de 1631 as tropas de Gustavo Adolfo da Suécia tomaram as igrejas da cidade. O mosteiro foi saqueado pelos soldados protestantes e a imagem do Menino Jesus foi lançada em um monte de entulho detrás do altar. Ali permaneceu até ser reencontrada em 1637, com os braços quebrados. Depois de seu restauro foi reentronizada e voltou a receber a devoção dos fiéis, sendo coroada pelo Bispo de Praga em 1655, evento que é relembrado anualmente por uma missa festiva no dia da Ascensão.


Relatos de romarias 

"Durante a Sexta-feira Santa as pessoas de Araranguá e região fazem romaria no Oratório Menino Jesus de Praga (Capelinha). Desde a meia-noite já saem em grupos, rezando e cantando. Quando amanhece, já se pode contar milhares de devotos que vão rezar e pagar suas promessas. É muito bonito e emocionante ver idosos, moços, crianças, bebês (e até mesmo cachorros) que saem muito cedo de casa, com muita alegria a fim de ver o Menino Jesus de Praga". Relato de Luiza Elizabete Salvador Berti, filha de José Genaro Salvador, que doou o terreno onde hoje é sediado o oratório, e esposa de Everaldo Apolonio Remor Berti (in memoriam). 

Abaixo, veja fotos captadas entre os anos 1980 e 1990 de romarias no oratório. 

Romarias na Capelinha (Oratório) do Menino Jesus de Praga de Araranguá, Santa Catarina

Romaria ao Oratório do Menino Jesus de praga. Em 5 de abril de 1996, 7h da manhã.
Devotos indo e voltando da Capelinha. 

Romarias na Capelinha (Oratório) do Menino Jesus de Praga de Araranguá, Santa Catarina

Em 5 de abril de 1996


Romarias na Capelinha (Oratório) do Menino Jesus de Praga de Araranguá, Santa Catarina

Descansando da caminhada e esperando a vez para entrar.


Romarias na Capelinha (Oratório) do Menino Jesus de Praga de Araranguá, Santa Catarina

Às 10 horas, pagando promessas.


Romarias na Capelinha (Oratório) do Menino Jesus de Praga de Araranguá, Santa Catarina


Romarias na Capelinha (Oratório) do Menino Jesus de Praga de Araranguá, Santa Catarina

Sexta-feira Santa de 1996.


Romarias na Capelinha (Oratório) do Menino Jesus de Praga de Araranguá, Santa Catarina

1984.

Romarias na Capelinha (Oratório) do Menino Jesus de Praga de Araranguá, Santa Catarina

Quando foi rezada a 1ª missa pelo Padre do Murialdo Joaci Della Giustina. 
Cabe o registro que nos anos anteriores, os padres da Igreja Católica não reconheciam o Menino Jesus de Praga e não aceitaram rezar celebrações oficiais da Igreja no local. 

Romarias na Capelinha (Oratório) do Menino Jesus de Praga de Araranguá, Santa Catarina

1984.

Romarias na Capelinha (Oratório) do Menino Jesus de Praga de Araranguá, Santa Catarina

1984.

Romarias na Capelinha (Oratório) do Menino Jesus de Praga de Araranguá, Santa Catarina

1984.

Curiosidade sobre a estatua do Menino Jesus de Araranguá

Em um episódio lamentável ocorrido em agosto de 1988 a imagem do Menino Jesus foi retirada e quebrada por vândalos, sendo localizada alguns dias depois nas furnas do Morro dos Conventos. Pela devoção já presente a época, a comunidade se uniu e ajudou a comprar outra imagem, que é a que está no local até hoje no oratório do Menino Jesus de Praga situado entre a área urbana de Araranguá e o distrito de Morro dos Conventos. 


Assista abaixo o vídeo feito em julho de 2024 pelo Prof. Igor Batista Gomes sobre a história da idealização e construção da Capelinha do Menino Jesus de Praga. O vídeo inclui uma entrevista com a Srª. Luiza Elizabete Salvador Berti (Bete Salvador), esposa de Everaldo (Dadinho). 



Dúvidas e mais informações: Vicenzo Berti – vb@vicenzoberti.com.br 

domingo, abril 13, 2014

Como escolher um bom terreno para construir sua casa




Se você está prestes a comprar um terreno para construir sua futura casa, deve se ater a alguns pontos importantes para procurar e principalmente para decidir entre as opções que você irá encontrar.

Veja alguns quesitos que você deve considerar sobre a localização do terreno:

Localização:
A localização de um terreno pode ajudá-lo a valorizar seu investimento a médio ou longo prazo ou ajudar você a economizar em segurança, transporte e consequentemente mais tempo para você aproveitar sua vida com sua família e amigos. 

Procure em imobiliárias confiáveis, mas também não deixe de procurar em jornais, anúncios de Internet e também diretamente nos bairros, falando diretamente com os moradores locais. Muitas vezes você pode achar bons negócios negociando diretamente com o proprietário, mas para isso tome diversos cuidados necessários. Lembre-se de que a negociação feita diretamente com o proprietário não trará a mesma segurança que a negociação feita com um corretor credenciado.
Defina em um papel o que é realmente importante para você na escolha de um terreno. Se você faz questão de viver em um local próximo ao seu trabalho, tente viabilizar a compra em bairros onde você não precise se locomover por horas, isso vai aliviar consideravelmente tempo de vida e proximidade com seus familiares. Se hoje o problema de trânsito impossibilita a vida das pessoas em médias e grandes cidades, no futuro será cada vez pior.


Locação do terreno
De forma alguma compre um terreno sem que este esteja devidamente demarcado. Muitos terrenos em áreas urbanas certamente estarão demarcados inclusive com muros em todas as limitações (frente, lados e fundos), no entanto muitos terrenos podem estar em áreas ainda em expansão e/ou fazerem parte de terrenos maiores e não demarcados.

Exija ao proprietário atual (vendedor) que ele arque com o custo da contratação de um topógrafo para demarcação clara do seu lote. Exija deste profissional a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA) de seu estado. Além disso, tenha em mãos a escritura pública para que este profissional confronte as informações constantes neste documento para que não haja discrepâncias quanto aos limitantes do terreno.

Já que você vai contratar um topógrafo, caso seu terreno tenha algum declive ou aclive, peça ao topógrafo que já inclua eu seu levantamento as curvas de nível para serem utilizadas no projeto arquitetônico. Com isso o arquiteto terá a disposição os desníveis do terreno para, quem sabe, até mesmo utilizá-los para benefício do desenho de sua casa. 


Valorização
Escolher um terreno em um local que você sabe que é valorizado ou, melhor ainda, está valorizando é uma ótima idéia. Em algumas cidades a valorização imobiliária chega a dar mais de 50% de valorização para seu investimento em menos de 5 anos.

É provável que você vá morar no local e não imagina tão cedo vender o imóvel, mas uma casa deve e precisa ser considerada como um bem, embora seja um passivo (ver item Orçamento) eterno em sua vida. Além de fazer você se sentir bem morando em um local valorizado, isso pode ajudá-lo também a se preocupar um pouco menos com segurança pública.

Pergunte aos moradores do local, amigos e diversas outras fontes que podem lhe dar sinais sobre a possível valorização ou desvalorização do imóvel.

Faça TODAS as verificações possíveis e prováveis antes de comprar. O seguro morreu de velho!


Expansão urbana.
As cidades são organismos em constante transformação e desde os primórdios da humanidade quando as primeiras cidades nasciam nos cruzamentos de rotas comerciais e migratórias importantes, alguém sempre tirou proveito da expansão urbana. Você pode aproveitar também esta tradição da história da humanidade para escolher seu terreno em uma área que ainda não é valorizada, mas que em pouco tempo pode se tornar um local perfeito para se morar e principalmente valorizar seu imóvel. Tente perceber para onde a cidade está se expandindo e leve isso em consideração para a valorização de seu imóvel.

Se você ainda tem tempo e idade para se incomodar e não tem dinheiro para bancar tudo pronto, vale o incômodo de desbravar os sete mares. 


Preço atual do imóvel:
Claro que o que vou dizer é fácil e comum demais para ser dito, mas sempre que possível, negocie com dinheiro na mão. Muitas vezes dependendo da pressa do proprietário você pode conseguir até mesmo 40% de desconto ou mais. Eu mesmo consegui 21% de desconto no terreno que citei acima.
Sobretudo sobre o valor do imóvel não confie cegamente em corretores e imobiliárias, lembre-se que eles ganharão em cima do valor e por conta disso quanto mais você desembolsar, melhor pra ele. Seria muito mais plausível que os corretores ganhassem um valor fixo com patamares de tamanhos definidos, afinal muitas vezes o trabalho dele será praticamente o mesmo, independente do tamanho ou valor do imóvel. O inchaço no preço da terra hoje nas cidades se dá na maioria das vezes pela ambição dos profissionais envolvidos nas negociações imobiliárias. Basta dizer que quanto mais os terrenos valorizam, mais eles ganham.
Se você tiver algum tempo, disposição e puder buscar os conhecimentos necessários, poderá negociar e fazer todos os trâmites burocráticos ou comerciais sozinho, diretamente com o proprietário.
Ao final você terá quase uma centena de possibilidades que estarão na sua cartela de opções. Para cada uma das opções, enumere prós e contras e faça uma peneira em etapas. Se você ao final do processo tiver cinco opções, visite novamente o local e siga sua inteligência emocional, chamada popularmente de intuição. Eu, por exemplo, costumo confiar muito nesse poder inerente a todos.


Vista:
Para algumas pessoas este é um dos quesitos mais importantes na compra de um terreno. É o meu caso.
Independente do negócio que você estiver fazendo, a vista poderá agregar valor suficiente ao seu imóvel para que você tenha um excelente cartão postal na janela de casa e, se um dia for necessário, você convencer facilmente o comprador de seu bem.
Muitas pessoas trocariam tranquilamente um imóvel maior sem vista por um menor com uma vista boa.


Legalização e documentação:
Do imóvel - Gostou do imóvel? Calma, não compre ainda!
Agora você terá que ver se seu pedaço de terra está desimpedido de qualquer problema legal e judiciário. Caso você tenha um corretor envolvido na venda, ele mesmo fará o trâmite, ou pelo menos deveria fazê-lo. Com ou sem corretor, exija a declaração de débitos no cartório de registro de imóveis. Todo terreno é registrado neste tipo de cartório. Com esta documentação você terá a certeza de que o terreno é da pessoa que propõe vende-lo e que não possui impeditivos legais como, por exemplo, inventários familiares, falência de empresas e outros impeditivos que fariam de sua compra um mar de problemas.

Se estiver tudo certo com o terreno e com o proprietário, é neste mesmo cartório que será feita a transferência de seu imóvel.

Do atual proprietário – O proprietário é gente boa? Calma, ele pode realmente ser gente boa, mas pode também ter um grave problema judiciário ou pendência financeira que envolve seu futuro imóvel. Peça ao corretor ou busque você mesmo as negativas do proprietário com o município, com o estado, com o cartório de protestos, com a comarca local (Fórum) e com o Governo Federal. Algumas negativas do Governo Federal você mesmo pode ter acesso pelo site da Receita Federal apenas com o nome e CPF do atual proprietário. Caso haja alguma pendência, informe ao proprietário e/ou corretor para que seja sanada. Caso o proprietário não queira sanar a pendência, avalie desistir do imóvel, pois qualquer pendência com o imóvel ou com o proprietário poderá trazer uma herança horrível para seu sonho da casa própria.

Lembre-se que qualquer exigência sua quanto à documentação do imóvel ou do proprietário é seu direito. Se a pendência for, por exemplo, um inventário, considere seriamente a possibilidade de desistir rapidamente, pois este tipo de processo jurídico pode durar décadas. 


IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano)
Em muitos casos, sobretudo para terrenos baldios onde se podem construir casas, podem existir pendências com o pagamento do IPTU na prefeitura local. Caso o terreno que você possua esta pendência, exija que o proprietário quite este débito ou negocie com ele o desconto deste valor na negociação. Pode valer a pena negociar com o proprietário, pois depois você poderá também negociar a quitação do valor na prefeitura municipal com um bom desconto. 


Consulta de viabilidade na Secretaria de Obras do município
Muitos deixam para avaliar isso após a compra, mas a consulta de viabilidade, feita diretamente nos órgãos das prefeituras municipais como secretarias de obras ou institutos de urbanismo são de suma importância para seu planejamento. A partir deste documento é que você poderá saber quanto pode construir (taxa de ocupação), quantos andares poderá executar (gabarito) ou mesmo os afastamentos que deve fazer no entorno do imóvel e principalmente na parte da frente de sua casa.

É MUITO IMPORTANTE você pedir a consulta de viabilidade antes da compra! Em alguns casos você pode comprar um terreno e ficar apenas com a metade ou um terço da área total para poder construir seu sonho.

Caso o corretor ou proprietário já tenha uma consulta feita, peça uma cópia do documento e vá até o órgão emissor para validar o documento. Na hora de vender um imóvel que vale muito, nunca se sabe se o documento sofreu alguma rasura ou alteração. Lembre-se, o seguro morreu de velho!

A menos que você tenha muito dinheiro e este não faz falta para você NUNCA compre imóvel sem Escritura Pública!


Averbações
Evite ao máximo adquirir terrenos que ainda não foram averbados e legalmente ainda façam parte de terrenos ou glebas maiores. Estes terrenos fazem partes de terras mais extensas, sendo que seus proprietários nunca os tornaram terrenos autônomos. Este é mais um empecilho aos financiamentos imobiliários, pois legalmente estes terrenos ainda não existem de forma isolada para os órgãos municipais e cartórios.

Caso valha muito a pena investir num terreno nestas condições, entre em acordo com o proprietário para averbar o terreno para a venda, negociando inclusive todos os custos dos trâmites dos profissionais envolvidos (engenheiros, topógrafos, arquitetos e advogados) e com as taxas de cartórios e bancos. Se possível, faça isso antes mesmo da compra do imóvel, pois a própria demarcação do terreno pode ser reavaliada pelo atual proprietário após a conclusão da venda e daí... você já sabe. O seguro morreu de velho!


Zoneamento
Já que você terá um imóvel só seu, não custa saber qual são as intenções da prefeitura e órgãos urbanos com a área e proximidades de seu terreno.

Em sua consulta de viabilidade você terá a resposta a qual zona da cidade seu terreno está situado. Caso você tenha alguma dúvida, pergunte aos arquitetos e engenheiros da secretaria de obras e institutos urbanos sobre a compra do imóvel. Com base em códigos como ARE (Área Residencial Exclusiva), ARM (Área Residencial Mista), ACM (Área Comercial Mista), AVL (Área Verde de Lazer), APP (Área de Preservação Permanente) ou APPP (Área de Preservação Permanente Privada), você terá a resposta a estas questões. Em muitos casos os websites das prefeituras já apresentam o zoneamento da cidade e até mesmo o seu plano diretor urbano, mostrando o planejamento em muitos anos à frente.


Infraestrutura urbana
A simples proximidade com terminais de ônibus ou metrôs, escolas, hospitais, centros médicos, supermercados e universidades pode auxiliar você na escolha pelo melhor local para escolher um terreno. Avalie também este quesito, pois cada caso é um caso.
Faça projeções de como será sua vida em médio prazo, como por exemplo, onde estudarão seus filhos
.


Acessibilidade
Cada cabeça uma sentença. Para cada pessoa uma realidade pode ser a mais correta ou não. Sendo as escolhas são muito pessoais, enquanto alguns preferem morar em uma praia e todo dia enfrentar mais de trinta minutos no trânsito, outras preferem ir à praia apenas quando querem e chegar rapidamente no trabalho sem muito estresse. Nesta etapa da vida (36 anos), prefiro morar próximo ao trabalho e ir à praia somente quando quero, mesmo vivendo em uma ilha com quarenta e duas praias. Não suporto a ideia de passar horas no transito para chegar em casa ou no trabalho.

Para o seu caso, reflita sobre o que mais é interessante para você e se lembre de que a realidade e escolha do outro não é a mesma para o seu caso.


Segurança pública
Hoje este problema é geral a qualquer cidade, mas não se esqueça de avaliar a situação de seu futuro imóvel em relação a áreas em que exista muita atividade criminosa, tais como tráfico e outras.


Segurança estrutural
Embora não muito comuns a áreas predominantemente residenciais, barragens, grandes vias, áreas de encosta, presença de grandes empresas ou de empresas que trabalham com produtos químicos, todos estes perigos eminentes e outros devem ser avaliados. Você certamente não quer este problema para o futuro de sua família. Avalie este quesito com bastante cautela, sobretudo se o preço do terreno lhe parecer muito atrativo e o negócio parecer uma “barbada”. 


Custo com transferência (ITBI)
Em qualquer lugar que você compre um terreno terá que desembolsar de 2 a 2,5%  do valor venal do imóvel para a prefeitura municipal (verifique com a prefeitura de sua cidade). O valor venal é o valor que consta como sendo o valor atual no Cartório de Registro de Imóveis e está inscrito no Boleto que você recebe do IPTU do imóvel.


Projeto de vida
Por último e não menos importante, se você ainda não tem um terreno e está à procura do futuro trecho de terra onde edificará sua obra, lembre-se de que deve avaliar qual seu projeto de vida para as próximas décadas. A localização e o jeito que terá sua futura casa serão cruciais para o estilo de vida que você e sua família terão. Quantos filhos você terá, a proximidade com pais e irmãos, hobbies, áreas de lazer, tudo deve ser analisado. Na dúvida, avalie o caso de conhecidos e familiares seus e faça suas adaptações. 

Dica geral para todos os itens acima J: não deixe de anotar todos os pontos negativos e os positivos dos terrenos encontrados para futuras negociações de compra. Isso pode fazer toda a diferença e pode lhe dar um bom desconto na hora da compra. 

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http://construirasuacasa.com.br/

Conneça o livro "Como Construir sua Casa", de Vicenzo Berti.